terça-feira, 15 de novembro de 2011
Só
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Um mimo por dia!
domingo, 22 de maio de 2011
Ao direito de sentir raiva
Após o acidente, fiquei muito brava com o condutor do veículo que bateu no nosso. E essa raiva voltava a cada dificuldade em cortar um pedaço de carne e de ter que trocar de roupa ou fazer curativos, ou a cada dor que eu senti durante esse processo ou cada entrevista que tive que desistir e empregos que vi passar. Senti raiva por que minha família estava passando dificuldades por conta disso. Senti raiva por que estamos sem carro até hoje. Senti raiva por que precisei ficar esperando 4 horas no hospital pra ser consultada de pé em menos de 5 minutos. Senti raiva a cada cidadão que me deixou viajar de pé mesmo com o braço quebrado, a cada um que não se dispos a me ajudar pra levar uma mala ou subir e descer as escadas carregando-a. senti raiva do condutor. E da sociedade.
E aí chega você e me diz que eu não posso sentir essa raiva toda? A Paz que vá pro inferno, mas eu tenho direito a esse sentimento sim. Tenho sim que agradecer a Deus por não ter ocorrido uma fatalidade maior e pior, mas não tenho que ser agradecida por estar com pinos e passando dificuldades que não estaria passando se o querido não tivesse afundado seu querido pé no querido acelerador daquele belíssimo carro que deixou o meu irreconhecível. Daí um tempinho depois 3 marmanjos vêm me assaltar e eu tenho que ser agradecida por ter sido 'só' um assalto? Agradecida o inferno, tenho que gritar minha indignação com o sistema desse país que deixam esse tipo de pessoas na rua pra assaltarem pessoas de menor força e em menor número que eles. Tenho e quero sentir essa raiva. Não quero me tornar mais uma pessoa que já se acostumou com esse país e diante de situações como essa apenas aceita e é indiferente. Indiferente já somos em tantas situações. Temos que ter opinião. Tenho direito a Raiva e irei tê-la enquanto achar que fui mais uma vez injustiçada.
Existem situações em que somos tantas vezes repetidamente injustiçados que simplesmente nos acomodamos. Aí você só se torna mais um acomodado cidadão dentre tantos outros. Seja diferente. Não se torne mais um. Ao direito de sentir raiva!
quinta-feira, 31 de março de 2011
Sobre as estatísticas da vida.
terça-feira, 29 de março de 2011
Linhas tortas
quinta-feira, 17 de março de 2011
A Arte de Escrever com a Luz
Pode até ser pela descendência oriental, mas eu duvido que seja apenas isso. A verdade é que a fotografia me tomou pelas mãos, clicks e flashes, e eu correspondi inteiramente com milhares de jpeg’s em imagens, imagens e imagens.terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
De esquerda
Todo destro que já passou uma semaninha de gesso, sabe a dificuldade de cumprir seus afazeres diários de esquerda. Agora tente por 4 semanas. É o tempo que estou. Completarei essas 4 semanas amanhã, e sinceramente, a sensação de tentar fazer as coisas mais fáceis e bobas, como se vestir ou picar algum alimento no seu prato, é de incapacidade.
A verdade que se descobre é que somos todos tão pequenos.
E não só de braço esquerdo estou vivendo ultimamente, mas também mudei de lado no serviço de saúde. De profissional para paciente. De visita hospitalar para internado. E aí entende que até um braço quebrado pode lhe fazer muito mal se você estiver sob ação de fortes medicamentos. Entende também que mesmo todos os serviços serem SUS, a diferença de um para outro é gritante, e que o respeito por parte de seus funcionários e autoridades hospitalares é o que faz a maior diferença dentre eles. Aguardar em pé a consulta, e ao entrar no consultório, verificar que não existe uma cadeira para ser atendido é fazer do paciente (ortopédico, portanto quebrado) palhaço frente ao sistema de saúde. Oferecer dipirona para pós-operados é piada de mau gosto.
E chegar em casa e estudar como esses serviços deveriam ser é ter vontade de rir e chorar frente a grande mentira da saúde pra muitos locais, infelizmente, ainda em funcionamento. E nas unidades básicas de saúde, sentir-se humilhado pela maneira irônica de certos profissionais faz-me sentir injustiçada por pessoas tão despreparadas ocupando vagas e tratando usuários de maneira, que eu, particularmente, sei que nunca tratarei nenhum com tamanho desrespeito. Espero, sim, que esses profissionais se vejam, ao menos uma vez na vida, tratados com igual desrespeito ao qual fui tratada, e que acordem depois disso para melhor atender. Não apenas na saúde isso ocorre, mas a grande maioria dos profissionais de todas as áreas não fazem bem o que fazem.
Deixo aqui minha indignação frente ao profissionalismo nada profissional. Ainda dependente deles, espero que termine minha recuperação sem seqüelas do SUS.






